terça-feira, 17 de março de 2015

PETIT MORT: O rock não para (principalmente no underground)




PETIT MORT é uma das banda que escutamos e pensamos que o rock não morreu! o som com influencias das bandas dos anos 90 como Nirvana, Incubus, Pearl Jam e Soundgarden e com o álbum novo nos rematando ao stoner rock (como Queens Of The Stone Age) com riffs grudentos e um som pesado, a banda argentina agora radicada em Florianópolis (que orgulho!!!) foi formada em 2007 vem se apresentando regularmente no Brasil principalmente nos festivais independentes como o Grito Rock, Festival do Sol (Natal) e Vaca Amarela (Goiânia).

Também fazendo turnê na Europa a banda argentina formada por Michelle "Michu" Mendez (voz e guitarra), Juan Recio (baixo) e Jacques Blasetti (bateria) chega ao quarto disco numa discografia iniciada em 2010.gravando na Alemanha os álbuns "Du Bist" e "Spit In" seu último disco "Bite the Hook" (que disponibilizo aqui em baixo) mostra todo o potencial da banda. Eles apostam na originalidade fazendo um som próprio que traz vigor para o rock (não tem como escutar a banda e não lembrar de Hole nos bons tempos, claro!). 

A banda se apresentara na Weekend Wars na Praia Brava no dia 20/03 aproveite para ver o som ao vivo!!!



Veja um vídeo com a banda tocando ao vivo "
Tell me what do you love" no Grito Rock:




Site Oficial: http://petitmort.com.ar/

sábado, 14 de março de 2015

Por quê Mike Patton é o cara mais louco do rock?



Biografia:
Além de seu trabalho mais célebre como frontman do Faith No More, Patton participou ou participa dos projetos como Mr. Bungle,Fantômas, Peeping Tom, Tomahawk, e ainda se envolveu em projetos paralelos como John Zorn, Dan the Automator, Kool Keith, The X-Ecutioners, Team Sleep, Björk, Subtle, Rahzel, Amon Tobin, Eyvind Kang, Lovage e Kaada. Foi um dos fundadores da Ipecac Recordings juntamente com Greg Werckman, em 1999.

Mike Patton é também conhecido pela utilização da maior variedade de estilos e técnicas vocais. Os seus espetáculos contam sempre com passagens de falsettos, vozes guturais, entre outros. Devido ao seu talento vocal, Patton é referido muitas vezes como Mr. 1000 Voices (Senhor das 1000 vozes).

Em maio de 2006, lançou o álbum Peeping Tom com o seu projeto homônimo ao qual chamou uma nova versão da música pop, em entrevista sobre o álbum ele se referia que se ouvisse rádio o estilo da estação seria assim, como tal ecletismo contou com a participação de vários músicos convidados como Norah Jones, Bebel Gilberto, Kid Koala, Doseone, Massive Attack, Odd Nosdam,Jel e Dub Trio.

No cinema, produziu a trilha sonora dos filmes: "A Perfect Place" e "Crank: High Voltage" e "Making 'Crank 2'". Atuou como protagonista no filme "Firecracker" (2006), e emprestou sua voz para diversos filmes, na locução ou dublagem de personagens.

Depois de mais de 10 anos separados, no começo de abril de 2009, Mike Patton e os integrantes do Faith No More se reuniram e anunciaram a volta da banda aos palcos. Eles afirmam que não é propriamente um retorno da banda, apenas uma reunião para uma turnê européia, porém, além destes 32 shows desta turnê européia, constam ainda shows na América do Sul, incluindo 4 apresentações no Brasil.

Ainda em sua carreira solo, Patton lançou em 2010, Mondo Cane, uma coleção de suas interpretações muito próprias de vários sucessos do pop italiano. O repertório do Mondo Cane ficou calcado no disco homônimo, que surpreendeu público e crítica menos pelo inusitado do repertório, do que pela fluência de Patton no italiano.

O músico americano foi casado de 1994 a 2001 com a artista plástica italiana Titi Zuccatosta e morou na Itália durante temporadas, onde aprendeu um italiano impecável, além de falar português e espanhol. Michael Allan Patton é de longe um dos mais versáteis e talentosos cantores de rock da história, também um dos mais valiosos, já que durante toda sua trajetória dividiu-se em três partes: o Faith no More, o Mr. Bungle e projetos de rock experimental, sendo que nos dias de hoje, ele possui pelo menos sete projetos. Patton possui um público fiel que ultrapassou gerações e o considera um dos nomes mais importantes da história do rock. Por suas idiossincrasias, ideias inovadoras e experimentais, é comparado a artistas como Frank Zappa e John Zorn.





5 coisas que reafirma a loucura de Patton:


1 - Um Álbum inteiro com apenas a voz como instrumento! Escute é bizarro:


2 - Canta em português:


3 - Já fez disco para sexo (é isso mesmo!)


4 - Faith no More (só isso!)


5 - Fantômas a banda mais maluca já criada:





sexta-feira, 13 de março de 2015

Sobre a Corrupção!

Por Douglas Barraqui


O debate em torno da corrupção está tão latente atualmente no Brasil que na qualidade de historiador e, acima de tudo cidadão, resolvi me pronunciar. Algumas pessoas, ditas honestas, integras, pseudo moralistas e demagogas, estão polarizando esse debate a um grau tão específico que acabam olhando somente para o próprio umbigo. Não vamos ser hipócritas ao ponto de achar que nessa história, na história desse país, a corrupção tem cor (vermelha, branca ou azul) ou mesmo direção (esquerda, centro e direita). No Brasil corrupção tem tons de cinza e é ambidestra.

Andam repetindo por ai, feito papagaio de piratas, a fala de uma mídia tendenciosa, capciosa, controladora e totalmente parcial, que “nunca se roubou tanto”. Não sejamos justiceiros e afoitos ao ponto de agirmos pela precipitação da emoção e da indignação. Nessa novela, tão antiga quanto às da Rede Globo, existem atores, os coadjuvantes, vilões, mocinhos e mocinhas e, aquilo que considero como mais importante, os bastidores. Precisamos entender os bastidores, caso contrário vai continuar “o sujo falando do mal lavado”.

A corrupção é algo histórico e estrutural


Lula, Dilma, Dirceu e outros tantos, toda corja corrupta desse país, se assim for provado por meio de processo legal - tenho dito - devem ir para a cadeia. Portanto, não estou aqui para falar por este ou por aquele partido. Estou aqui para dizer que corrupção é tão antiga no Brasil quando o conto-da-carochinha. Que esta, está tão impregnada em nossa sociedade que as pessoas, em um pisca de olhos, conseguem confundir o público com o privado. 

Primeira coisa a fazer é olhar para o passado, para a história do nosso país. A corrupção vem sido escrita errada e por linhas tortas desde a carta de Pero Vaz de Caminha, quando este encerra a carta pedindo ao rei D. Manuel de Portugal um emprego para um sobrinho, um “rapaz competente e cumpridor dos deveres” segundo o próprio Caminha. 

Durante o Segundo Reinado (1840-1889) Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, obteve junto ao governo a concessão e a licença para exploração de cabo submarino para rede de telégrafo que ligaria o Brasil a Europa. A efetiva ligação do Brasil à Europa pelo telégrafo ocorreu em 1874, com a instalação do cabo submarino ligando Pernambuco a Portugal, realizada pela empresa The Western Telegraph Company Limited, organizada pelo barão de Mauá que, assim que recebeu a concessão, tratou de transferi-la para capitalistas ingleses. Na inauguração desse cabo transatlântico, o governo imperial, em reconhecimento aos serviços prestados por Mauá, "fê-lo visconde, como o fizera barão ao inaugurar-se a primeira estrada de ferro". Ainda no Império, outro empresário brasileiro, que havia recebido a concessão para a rede de iluminação a gás da cidade do Rio de Janeiro, assim como fez Mauá, transferiu a concessão para uma companhia inglesa em troca de 120 mil libras.

Na República, proclamada em 1889, não havia de ser diferente. O chamado “voto do cabresto” foi a marca registrada do período. Os grandes latifundiários, conhecidos como coronéis, impunham por meio da intimidação, força das armas e da violência de seus jagunços, o voto desejado aos seus empregados e pessoas sobre sua influência.  A compra de voto por favores, mantimentos e mesmo por um par de sapatos era muito comum. No dia da votação o pobre coitado do indivíduo ganhava um pé, após a apuração das urnas, ganharia o outro pé, mas somente se o candidato do coronel vencer as eleições.

No pleito eleitoral de 1950 um caso pitoresco tornou-se muito famoso e entrou para o anedotário da política do país, foi a caixinha do Adhemar. Político de São Paulo, Adhemar de Barros era conhecido pelo lema “rouba, mas faz!”. A tal caixinha era um meio de arrecadar dinheiro em troca de favores. A caixinha envolvia políticos, empresários, bicheiros, entre outros que desejavam algum benefício político. Adhemar chegou a agadanhar com sua caixinha o montante de 2,4 milhões de dólares que ele guardava para gastos pessoais em sua própria casa em um cofre. O tal cofre de Adhemar de Barros foi roubado, em 18 de julho de 1969, pelos guerrilheiros da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR- Palmares) que na época tinha como cabeças o ex ministro do meio ambiente Carlos Minc e atual presidenta Dilma Rousseff.

Essas empreiteiras investigadas pela operação lava jato começaram os namoricos com o poder público ainda no governo JK. Na construção de Brasília as empreiteiras receberam favorecimentos e houve superfaturamento de muitas obras. A lua de meu foi na ditadura com as chamadas obras faraônicas como a ponte Rio Niteroi, a trans amazônica e a usina de Itaipu. A pouca vergonha só foi descoberta agora no governo PT, e com envolvimento de petistas, não poderia ser diferente.
A corrupção está impregnada

Portanto, meu caro amigo leitor, a corrupção no Brasil é histórica, estrutural, está impregnada na sociedade e na cultura de uma maneira quase que generalizada. Sejamos, portanto, justos; não é algo exclusivo do governo PT e não é monopólio de criminosos do colarinho branco.
Quando furamos uma fila; achamos uma carteira no banheiro pegamos o dinheiro e jogamos a carteira no lixo; quando cortamos um sinal vermelho; quando escapamos da blitz graças ao aviso do grupo de whatsapp, quando recebemos o troco a mais e ficamos quietos; sempre quando fazemos valer o velho jargão “jeitinho brasileiro” estamos sendo tão corruptos quanto Dirceu, Delúbio, Genoino e toda corja de mensaleiros.

A verdade é que somos incondicionalmente todos éticos, moralistas e probos quando algo não nos convém, a exemplo da alta da gasolina, alta dos impostos, a Petrobras e seus escândalos de corrupção. E quando nos convém somos pioneiros em esconder, surrupiar, manipular, escorchar, afanar, rapinar, escamotear e, também, a nos safar.
Repito: a corrupção não é algo exclusivo deste ou daquele partido. A corrupção faz morada em sua casa, no dia a dia, nas pequenas e grandes atitudes. Quando você, pai, promete um brinquedo, um celular, ou aquele jogo de vídeo game se a seu filho se ele passar de ano; parabéns, você está comprando o seu filho. Ele vai crescer acreditando em um mundo onde se pode conquistar as coisas em troca de favorecimentos, proventos e privilégios; e a política será a parte mais trágica desse enredo.

Devemos começar pelas nossas crianças


A “negociata é um bom negocio para o qual não me convidaram”, disse uma vez o Barão de Itararé. Ele estava fazendo referência à diluição da ética no sentido aristotélico do termo corrupção. Todos querem mudança, todos aparentam ter raiva da corrupção, apontam para este e aquele partido e se fazem de justiceiros afoitos.
Então, tenhamos a convicção de que, se queremos mudar a história de nosso país, teremos que começar pelas nossas crianças e dentro de nossos lares e, em extensão, nas escolas. É fundamental ensinar as nossas crianças, desde a tenra idade, a linha tênue e a sutil diferença entre mentir e dizer a verdade, entre a honestidade e a desonestidade, este é um princípio.

Um Brasil sem corrupção depende, inexoravelmente, da honestidade de seus cidadãos. Eu tenho um sonho, quero um dia poder reescrever o velho axioma de Lima Barreto: “O Brasil não tem povo, tem público”. 

Fonte: Histo é História.

sábado, 7 de março de 2015

Dica de Filme #1: DONNIE DARKO



Donnie Darko é um filme norte-americano do ano de 2001, dos gêneros ficção científica, drama e horror escrito e dirigido pelo estreante Richard Kelly . Apesar de não ter alcançado notória popularidade, o filme recebeu e participou de grandes premiações, obteve, ainda, criticas positivas pelo enredo e trilha sonora, se tornando um clássico do cinema "cult". Mesmo após inúmeras tentativas e introspecções, o final do filme é carregado de dúvidas e incertezas e diversas interpretações são possíveis. A história se desenrola em um subúrbio norte-americano, no fim dos anos 80. Donnie Darko (Jake Gyllenhaal) é um garoto considerado problemático, que já foi preso por ter queimado uma casa. Em uma noite, um coelho gigante tenebroso acorda Donnie, guiando-o até um campo de golfe, onde ele passa a noite. Quando acorda, Donnie descobre que o coelho salvou sua vida de uma turbina de avião que despencou do céu caindo exatamente em sua cama. O coelho gigante ainda profetiza que o mundo irá se acabar dentro de pouco tempo. Donnie procura saber quais são as intenções do coelho gigante tenebroso, e continua fazendo o que o coelho lhe pede, como destruir o encanamento da escola durante a noite, assim inundando-a, e queimar a casa de um palestrante motivacional. Em um dos encontros entre Donnie e o coelho, este pergunta se Donnie acredita em viagens no tempo. A partir daí, Donnie passa a investigar o assunto, indo tirar dúvidas com um professor, que explica para Donnie temas da física teórica como a possibilidade de viagem ao tempo usando obras como de Uma Breve História do Tempo de Stephen Hawking, viagens mais rápidas que a luz e buracos de minhoca. Então, o professor dá a Donnie uma cópia do livro fictício "Filosofia da Viagem no Tempo", escrito por Roberta Sparrow, uma vizinha idosa de Donnie. O garoto passa a ler o livro e diz que muitas das coisas que ele está vivendo são descritas em alguns dos capítulos. O filme aborda a capacidade da pessoa trabalhar o que é o mundo de verdade, o lugar em que ele se encontra, ou o pessoal da própria vida. O protagonista também tem a habilidade de, em algumas cenas, ver o que as pessoas e ele próprio irão fazer no futuro breve, graças a uma bolha quase líquida que sai do peito e indica o caminho a ser seguido. Assim, o filme também trabalha com a ideia de destino e de livre arbítrio. O anti-herói Donnie, também vivencia situações típicas do cotidiano de um adolescente, contudo, sua disparidade de senso quanto ao "normal", o faz ter percepções frias da realidade, e, por consequência, se rebelar contra ela.

Trailer:


30 e poucos anos!!!!



Como era massa conhecer outras banda ou músicas através dos amigos, escutando com eles, não me compactuo com essa geração que apenas se conversa "online" que graça é essa? Não consigo pensar ter "amigos" de internet, desses meus 30 e poucos anos de vida, vejo que evoluímos materialmente e não culturalmente!!!! Vejo alunos meus escutando coisas que eu escutava na idade deles ou pior escutando funk que não agrega em nada, apenas letras de zoeira e putaria, desabafam em redes sociais que não temos intimidade nenhuma e ainda temos que ver isso!!! Não sei se to velho (deve ser) ou apenas uma visão "inebriante" da coisa toda, os intelectuais que conheci quase todos morreram (Bauman ta na capa da gaita!!!) No cinema esperamos filmes de heróis (cadê os filmes originais?? Tenho que esperar os filmes do Tarantino pra ver alguma coisa foda?? Estou numa era que STAR WARS tem que voltar ao cinema pra alavancar alguma coisa??) quem já leu Gibi sabe o que vai ter no final dos Vingadores 2!!!! Uma geração que não sabe perder, e valoriza pessoas que não merecem atenção!! Bom mais um desabafo deferido na internet! Que ecoará ou voltara em crítica ou não!!! siga-me os bons...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Somos pessoas diferentes no real e no virtual?



As atuais formas de representação que temos de nós mesmo, como diz Roger Chartie (O Mundo como representação) uma representatividade virtual faz com que eu questione as redes sociais como (o próprio nome diz "sociais") mais aí vem a questão, somos pessoas diferentes no real e no virtual?

Com a atual conjuntara que as redes trouxeram no "bum" da tecnologia e principalmente no acesso à internet no Brasil, ou seja, a facilidade e o acesso à preços baixos (digo baixo comparando ao começo do acesso a rede no começo dos anos 90) que era caro e de uma lentidão enorme.




Eu acessei no começo das primeiras salas de bate papo e também no antigo MIRC onde conversávamos com pessoas do Brasil inteiro sobre bandas, livros, e outras coisas, isso na adolescência até a aparição do Orkut, que pensava ser maravilhoso ter um perfil seu para que outras pessoas pudessem ver seus gostos e interagir com elas através dos bate papos, lembro que o começo do Orkut a pessoa só poderia te conhecer pra você ter esse perfil para poder entrar e tinha um site que burlava isso para que qualquer um pudesse entrar (era só mandar um e-mail).

Hoje temos o Facebook que também é um sistema de perfil e linha do tempo, o problema e ver pessoas compartilhando notícias plantadas e/ou inventadas ser ver a fonte das próprias, quer seja político, cultural e de fatos, e isso assusta.

Mais aí entra a questão será que conseguimos debater com as pessoas nessa rede social como se conseguisse falar pessoalmente? Isso é difícil de responder, mais posso dizer que conheço pessoas reais que são muito diferentes no virtual e fazem com que pense nessas questões.

Não quero fazer maniqueísmo aqui, longe disso, mas essas questões são pertinentes nesse "mar" que a internet é, e  que pode ter tubarões dizendo-se que são sereias!!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Entenda a Operação Lava Jato




O que é a Operação Lava Jato?

Deflagrada em 17 de março de 2014 pela Polícia Federal (PF), a Operação Lava Jato desmontou um esquema de lavagem de dinheiro e *evasão de divisas que movimentou cerca de R$ 10 bilhões. De acordo com a PF, as investigações identificaram um grupo brasileiro especializado no mercado clandestino de câmbio.A Petrobras está no centro das investigações da operação, que apontou dirigentes da estatal envolvidos no pagamento de propina a políticos e executivos de empresas que firmaram contratos com a petroleira.




*A evasão de divisas é um crime financeiro por meio do qual se enviadivisas para o exterior de um país sem declará-lo à repartição federal competente. A Evasão de Divisas também pode ser chamada deEvasão Cambial. 

Entre os delitos cometidos: Estão tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração, contrabando de pedras preciosas e desvios de recursos públicos.


Onde? Em Curitiba (PR) e outras 16 cidades paranaenses, só na primeira fase da operação, em março. Os agentes federais também cumpriram ordens judiciais em outras seis unidades da federação: São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Na sétima fase da operação, deflagrada em novembro, houve mandados de prisão, busca e apreensão e ações coercitivas no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Pernambuco e no Distrito Federal.


O juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça, aceitou todas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra investigados na sétima fase da Lava Jato. Ao todo, 39 suspeitos se tornaram réus no processo.


Presos:  O doleiro Alberto Youssef, que foi apontado como chefe do esquema.Também foi preso, na etapa inicial da operação, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Ele é investigado devido à compra, pela estatal, da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), sob suspeita de superfaturamento.


Na sétima fase da operação, 26 pessoas foram presas, incluindo os ex-diretores da Petrobras Renato Duque (liberado posteriormente) e Nestor Cerveró. Ao todo, 13 investigados continuam detidos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.


A maior parte dos presos nesta etapa são executivos de empreiteiras que possuem contratos firmados com a Petrobras.

O último investigado a ser preso pela Polícia Federal foi o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Ele foi preso após voltar de uma viagem a Londres e foi levado para a Superintendência da PF em Curitiba.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/04/entenda-operacao-lava-jato-da-policia-federal.html


O que é um doleiro e qual o papel dele nos esquemas de lavagem de dinheiro?


Em síntese, o doleiro é um profissional que compra e vende dólares no mercado paralelo, ou seja, ele realiza transações não regulamentas ou não fiscalizadas pelo governo. Trate-se basicamente de um operador que utiliza-se do mercado ilegal, realizando suas operações a margem da lei.

Em geral, os doleiros estão envolvidos em grandes esquemas de lavagem de dinheiro, também conhecido como branqueamento de capital, nelas eles realizam verdadeiro malabarismos financeiros, que maquiam a origem ilícita do capital.

Assim o dinheiro arrecadado com a corrupção (e o crime organizado), podem ser limpos e utilizados para outros fins, como compra de imóveis, veículos, investimento em empresas efinanciamento de campanhas eleitorais.

Normalmente, eles (os doleiros) não são os chefes da estrutura, entretanto, para que possam dar fim as ações, acabam por conhecer todo o aparato. Talvez por isto, quase sempre escapem de uma punição séria e exemplar.


fonte: http://www.mundodrive.com/2014/10/doleiro.html