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segunda-feira, 6 de junho de 2022

De baixo para cima: O rock underground nas paradas mundiais






24 de setembro de 1991, por mais que o mundo não soubesse e nenhuma pessoa lucida pudesse imaginar que seria lançado o álbum que seria um dos maiores clássicos que o rock produziu ao lado de The Dark Side of Moon, Abbey Road, entre outros o Nirvana lançava "Nevermind" um album contrabalanceado horas com músicas acusticas como "Polly" e outras pesadas como "Breed", "Louge Act", "In Bloom" e outras mais pop como "Come as You Are".

O que não dá pra deixar de perguntar é como uma banda que veio dos guetos do rock underground poderia se transformar em poucos dias um fenômeno da cultura pop americana? Sendo que no próprio underground o Nirvana tinha poucos fãs? É essas resposta que tentarei concluir mais uma parcela dessas indagações só poderia ser respondido com mágica.

Para se ter a ideia que foi o fenômeno Nirvana podem ser vistos na expectativa da gravadora (que a banda tinha recém assinado com a DGC) em venda otimista de 500 mil cópias, duas décadas depois Nevermind vendo cerca de 30 milhões de cópias no mundo todo. Em janeiro de 1992, Nevermind desbancava do topo das paradas "Dangerous" do rei do pop Michael Jackson.

A reposta para o sucesso do segundo disco do Nirvana é por ser um exelente album de rock, que mistura riffs do punk rock e músicas de fáceis assimilação além de ter uma capa legal (uma autocrítica da própria banda que tinha assinado com uma gravadora um pouco maior) e claro o poderoso vocal de Kurt Cobain que além de ter uma força energética, era um letrista de mão cheia.
Não podemos esquecer da bateria vibrante de Dave Grol e o baixo melódico de Krist Novisselic. Esses ingredientes todos misturados a um liquidificador de influência que vão de The Stooges a David Bowie.


O Nirvana abriu as portas para o movimento conhecido como grunge, que junto com ela revelaram bandas como Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden entre outros.

CONTINUA...


sábado, 9 de maio de 2015

Documentário "Montage of Heck" para os fãs de Kurt Cobain é mais do mesmo


Vazou a poucos dias o documentário muito aguardado e aclamado pela crítica "Montage of Heck" o primeiro oficial sobre a vida de Kurt Cobain, o filme dirigido por Brett Morgen e estreia nos EUA pela HBO e aqui no Brasil em breve em alguns cinemas.

Brett trabalhou 8 anos nesse filme, com acesso total a material inédito como ele mesmo descreve:
"Assim que me deparei com os arquivos de kurt, descobri mais de 200 horas de música e áudio nunca divulgados, uma vasta coleção de projetos artísticos - pinturas a óleo, esculturas - horas e horas de vídeo caseiros nunca vistos, e mais de 4 mil páginas de escrituras que, juntos, ajudam a criar um retrato íntimo de um artista que raramente se revelava à mídia" declarou o diretor.

O filme traz novidades com relação a sua forma de mostrar o cotidiano de Kurt em forma de graphic novel que pra mim é um dos pontos altos da produção, o problema fica com o conteúdo que qualquer fã sabe sobre a vida de Cobain, as entrevista com a mãe, por exemplo, parecem ensaiadas e se nota o desconforto de Krist Novoselic (baixista do Nirvana e amigo de Kurt) e de Courtney Love que pelo nervosismo fuma um cigarro atrás do outro.

Além disso os vídeos caseiros de Kurt também fará qualquer fã se emocionar, que vão desde vídeos de Kurt criança (com 2 anos de idade) e outros já no auge do Nirvana, como as brincadeiras com Frances, filha de Kurt, mais há também momentos de tristeza, quando Kurt visivelmente chapado de heroína segura sua filha para cortar pela primeira vez o cabelo de Frances, Kurt é indagado por Love "você está chapado" e Kurt responde "Só estou cansando!"

Acho que após esse documentário não há nada mais a acrescentar a sua extensa bibliografia (seja com livros ou documentários) após isso devemos deixar Cobain em paz, e ficar com sua música que é o que mais importa na verdade.

Nota 3 de 5

Trailer: