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sábado, 9 de maio de 2015

Documentário "Montage of Heck" para os fãs de Kurt Cobain é mais do mesmo


Vazou a poucos dias o documentário muito aguardado e aclamado pela crítica "Montage of Heck" o primeiro oficial sobre a vida de Kurt Cobain, o filme dirigido por Brett Morgen e estreia nos EUA pela HBO e aqui no Brasil em breve em alguns cinemas.

Brett trabalhou 8 anos nesse filme, com acesso total a material inédito como ele mesmo descreve:
"Assim que me deparei com os arquivos de kurt, descobri mais de 200 horas de música e áudio nunca divulgados, uma vasta coleção de projetos artísticos - pinturas a óleo, esculturas - horas e horas de vídeo caseiros nunca vistos, e mais de 4 mil páginas de escrituras que, juntos, ajudam a criar um retrato íntimo de um artista que raramente se revelava à mídia" declarou o diretor.

O filme traz novidades com relação a sua forma de mostrar o cotidiano de Kurt em forma de graphic novel que pra mim é um dos pontos altos da produção, o problema fica com o conteúdo que qualquer fã sabe sobre a vida de Cobain, as entrevista com a mãe, por exemplo, parecem ensaiadas e se nota o desconforto de Krist Novoselic (baixista do Nirvana e amigo de Kurt) e de Courtney Love que pelo nervosismo fuma um cigarro atrás do outro.

Além disso os vídeos caseiros de Kurt também fará qualquer fã se emocionar, que vão desde vídeos de Kurt criança (com 2 anos de idade) e outros já no auge do Nirvana, como as brincadeiras com Frances, filha de Kurt, mais há também momentos de tristeza, quando Kurt visivelmente chapado de heroína segura sua filha para cortar pela primeira vez o cabelo de Frances, Kurt é indagado por Love "você está chapado" e Kurt responde "Só estou cansando!"

Acho que após esse documentário não há nada mais a acrescentar a sua extensa bibliografia (seja com livros ou documentários) após isso devemos deixar Cobain em paz, e ficar com sua música que é o que mais importa na verdade.

Nota 3 de 5

Trailer:


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Crítica Whiplash: sangue, suor e baquetas



No longínquo ano de 2006, assisti uma palestra do professor e filosofo Mario Sergio Cortella, onde ele recita a bíblia em uma estrofe (e quem já foi, sabe o que estou falando) "Deus vomitará os mornos" neste mundo de "mornos" e não "quentes" Whiplash fez essa frase ecoar na minha cabeça através do filme vemos que para alcançar a grandeza vale qualquer esforço.

Mas os método para alcançar esse esforço são feitos através de humilhações, xingamentos e esforço sobre-humano, a história acompanha um baterista (Milles Teller que ótimo novo ator não?) que traz toda a arrogância de um jovem ambicioso e insensatez, que ao entrar na melhor escola de música do seu país, consegue entrar na banda do professor excêntrico Fletcher (J.K. Simmons ganhador do Oscar de melhor ator coadjuvante, preciso falar mais?) que com seus métodos perturbadores tenta tirar o melhor dos seus alunos e (lógico) não perder seu próprio status quo.

"A pior coisa que aconteceu para o mundo foi essa de ter que elogiar um bom trabalho. Não é a toa que o jazz está morrendo"

Para esse professor o fato do elogio empobrece o ser, ou seja, o politicamente correto levaria um tapa na cara dele. E essa interação entre professor e aluno que vemos ao longo do filme foi bem escrito e dirigido por Damien Chazelle, jovem diretor de apenas 30 anos (dirigiu antes desse Um Toque de Mestre e O Ultimo Exorcismo Parte 2) ou seja, veremos muitos filmes dele em breve, as tomadas intensas da bateria dão o tom da música tocada e isso para mim é uma referência que o diretor é com certeza músico.

Não podia de deixar de citar a trilha sonora maravilhosa que esse filme é marcada, traz os tons do filme na hora certada com músicas de monstros do jazz como Hank Levy (que traz a música Whiplash do mesmo nome do filme), Stan Getz, Buddy Rich (que o protagonista é fã), entre outros.


Nota 5 de 5 

Para quem gosta de: Filmes sobre música e músicos.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

INTERESTELAR: O tempo é relativo...

...mas o sentimento não.



Esse é um filme que envolve todos os tipos de emoções que filmes desse gênero não conseguem atingir (ficção cientifica) o sentimentalismo conectado a ciência tem o tom certo aqui, Christopher Nolan (trilogia Batman) consegue carta branca para criar e ter o aval de cientistas para explicar as condições do espaço e tempo mais o desenvolvimento dos personagens é uma das grandes cartas do diretor.

Comparado pela crítica a 2001, uma odisseia no espaço, clássico de Stanley Kubrick, é meio preguiçosa esse tipo de comparação, mais são épocas diferentes e os descobrimentos da ciência em relação ao espaço é ainda maior. Por ser uma ficção totalmente purista que não se via a muito tempo e colocando cientistas para ajudar a desenvolver o universo para Nolan, Interestelar merece ser reconhecido como um dos grandes últimos filmes de ficção, pois me decepcionei de uma forma gigante com Prometheus.

O filme mostra um futuro de data incerta, a Terra sofre com uma grande praga que dizimou boa parte da comida do planeta, transformando tudo em pó. A fome e sofrimento, bastante inspirados na grande crise de 1930, fazem com que a NASA opere na clandestinidade e até as missões à Lua sejam desacreditadas nos livros de história. "Não temos como justificar bilhões de dólares em gastos aqui enquanto pessoas estão morrendo de fome", diz Professor Brand (Michael Caine  mais uma vez atuando sob as lentes de Nolan). Quem fica feliz em saber que a agência espacial ainda está ativa é o ex-piloto Cooper (Matthew McConaughey mantendo sua série de ótimos papéis), que tem de escolher entre ficar na fazenda com a sua família na Terra ou viajar ao espaço em busca de novos planetas onde a humanidade pode ser reconstruída.


Inédito no Brasil o livro "The Science of Interstellar" do físico Kip Thorne que é especialista em gravitação e relatividade, que foi quem ajudou o diretor a fazer o filme, além de ter sido colaborador de Hawking e Carl Sagan. Por isso esse é o filme que mais se aproxima da realidade (ou que a física explora) se você já viu o filme e quer saber mais sobre a ciência que ele explora veja o vídeo para entender:


Nota 5 de 5 
Para quem gosta de: 2001, Uma Odisseia no Espaço e todos os filmes de ficção cientifica.

domingo, 22 de março de 2015

Crítica: BOYHOOD - Da Infância à Juventude



"Sabe quando dizem "aproveite o momento"? Não sei, mas acho que é ao contrário. Como se o momento nos aproveitasse."
Manson Jr.

O fato de ter sido filmado, com o mesmo elenco, por 12 anos é o que chama mais a atenção pra se assistir a obra, mas isso apenas fica como curiosidade. A história é tão universal, abordando pontos pelos quais todos nós já passamos em algum momento da vida entre a infância e a juventude e essa mudanças que marcam a vida como feridas e que são difíceis cicatrizar.


Vou tentar não estragar o filme pra quem ainda não viu mais é uma grande dádiva ver as mudanças que Manson Jr. vai crescendo e aparecendo espinhas e perdendo a timidez, mesmo que isso demore a acontecer, além das mudanças do elenco principal como a irmã de Manson e de Patricia Arquette, com a mudança de cabelos e humor e as rugas de Ethan Hawke. Além da passagem do tempo dos personagens, a cultura ao redor deles também é mostrado através das músicas, desenhos e referências (como a política)

E as dificuldades enfrentadas pela mãe que, apesar de ser muito dedicada à família, e de todo o esforço pessoal, não consegue nunca acertar as escolhas em sua vida romântica e só da gente estar ali, presenciando e participando de todas essas ações do tempo sobre aquelas pessoas já seria uma experiência e tanto.

O Filme merece toda a atenção, mesmo não ganhando os grandes prêmios da academia, mais não pode deixar de ser visto, é um filme obrigatório!

Nota 5 de 5

Para quem gosta de: A Arvoré da Vida

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Crítica: Garota Exemplar



Garota exemplar é um filme que traz vigor ao gênero suspense, algo que faltavam nessa leva de filme de sustos fáceis, a história apenas superficial no começo traz a tona reviravoltas inesperadas, na verdade o filme tem um começo lento mas aos poucos o ritmo revigora.

Não dá pra esquecer a fascinante interpretação de Rosamund Pike e Ben Affleck, principalmente de Pike que faz questionar de onde veio essa atriz? que interpretação estupenda! deixando Affleck bem a baixo mas fazendo bem o marido "perdido" no caos da história, já a direção que conta com um dos melhores diretores da nova geração, David Ficher (que para mim fez uma das melhores adaptações de livros com "Clube da Luta"), que capta o desespero e a frieza com uma maestria excepcional, e com planos que cai bem na trama.

O que dá pra interpretar sem falar muito (para não estragar a surpresa), e que o filme é (em uma metáfora) como "ponta de iceberg" fazendo que aos poucos sejam mostrados as partes escondidas na água, é um filme que deve ser visto e pensado, principalmente a dura crítica que ele faz da mídia sensacionalista que vemos todos os dias na TV.

nota 4 de 5

pra quem gosta de: Zodíaco e Os Suspeitos(de 1996).