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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Textos Antigos e Medievais Traduzidos


Uma coleção de textos antigos e medievais traduzidos para o português, pelo professor Ricardo da Costa, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
Confira no link abaixo:

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

ESPARTA E ATENAS: estudando o período Arcaico (séc. VII-VI a.C)



Esparta: A Pólis (Cidade-Estado) Oligarquia – Militarista


Esparta também é conhecida como Lacedemônia
Fundação: Esparta foi fundada pelos Dórios 1200 a.C (Originais da ilha de Creta).
Os Dórios possuíam, dominavam a metalurgia do metal e do ferro e possuíam grande dedicação militar.
Localização: Sul da Grécia, região da Lacônia, a sudeste da península de Peloponeso, cortado pelo Rio Eurotas, tendo também um vale cercado por uma região montanha e com vales férteis, propícios ao cultivo de cereais, oliveiras e vinhas.
Sociedade: A sociedade espartana é dividida em 3 grupos.
1º Espartanos são cidadãos pois possuem pai e mãe espartanos e por esse motivo eles se conhecem como “iguais”, são donos de terras férteis e comandam a política.
2º Periecos - Comerciantes estrangeiros
3º Hilótas - Aprisionados, trabalham em qualquer segmento, fazem de tudo.
Educação: Haviam 3 grupos
1º Laconismo: Lacônico, são aqueles que somente falam o necessário pois são vazios.
2º Xenofobia: Aversão a outras raças e culturas. (Não espartanos)
3º Xenelasia: Expulsão em massa de estrangeiros.


Hierarquia política:




1 – Diarquia: Constituído por 2 reis, sendo que 1 era responsável pelo segmento religioso e o outro pelo segmento militar. Esses reis eram integrantes das famílias rivais, mais ricas e poderosas da cidade.
2 – Gerúsia (conjunto de velhos): A Gerúsia era uma espécie de “senado”, composta pelos 2 reis mais a soma de 28 anciãos (senadores ou gerontes), escolhidos entre os nobres com nascimento a mais de 60 anos. Essa classe possuía poucos integrantes, pois a média de idade na época era de 40 e 50 anos.
3 – Eforato (éforos): Espécie de prefeitos, esse grupo era composto por 5 integrantes e suas funções eram de fiscalizar e executar
4 – Ápela: Era um conselho composto por pessoas acima de 30 anos de idade, sua função era de discutir e votar.


Curiosidade: A criança (menino) quando nascia era levado por 1 integrante da Gerúsia e esse levada a criança ao uma despenhadeiro, caso a criança tivesse alguma deformação física ou cognitiva era lançado despenhadeiro abaixo.
Caso a criança não mostrasse nenhum problema era devolvido à mãe e ela ficava com a criança até os 7 anos de idade. Após esse período o menino era levado para a escola militar e ficava lá até os 12 anos, onde depois era lançado na floresta para aprender a caçar e roubar para se manter vivo, sem ajuda de ninguém.
Caso sobrevivesse, aos 17 anos era colocado para participar de uma prova chamada: Kríptia.
A Kríptia era a matança periódica dos hilotas, o jovem que trouxesse mais cabeças de hilotas era constituído comandante de uma unidade.


A criança (menina) quando nascia, ficava com a mãe até os 12 anos de idade, após isso era levada para a escola militar, onde ficava lá até os 18 anos (era formada da mesma maneira que os meninos eram formados). Após completarem 18 anos retornavam para casa, pois já estavam prontas para o casamento.
Nesta época o homem somente casava após os 30 anos.


Atenas: O berço do regime democrático


Na época os gregos se conheciam por Helenos (Helena de Tróia)
Fundação: Atenas foi fundada pelos Jônios 1600 a.C.
Localização: Atenas é localizada em Ática, região montanhosa com planícies férteis.
Sociedade: A sociedade ateniense é dividida em 3 grupos
1º Eupátridas – Filho do Pater, proprietários de excelentes terras nas planícies (PÉDION), isto é, terras férteis.
2º Georgóis ou Gorgóis – Parentes distantes dos Eupátridas, sendo assim esses se tornam donos de pequenas terras, terras ruins para o plantio nas regiões montanhosas (DIÓCRIA).
3º Demiurgos – Não possuem nada, apenas trabalham em artesanato, escultura, sendo que muitos encontravam-se na região costeira e poucos eram contratados e moravam na região das planícies.
4º Metecos – Comerciantes estrangeiros, também encontravam-se em maior números na região costeira.
5º Thetas – Marginalizados, sendo alguns pedintes ou piratas, por serem piratas ficavam na região costeira (PARALIA).
Muitos thetas buscam fugir de Atenas por causa da miséria e escravidão (2ª diáspora grega) os thetas fugiam para outras colônias ou fundavam novas colônias.
O período da 2ª diáspora grega marca a transação do período Homérico para o período Arcaico.


PLANÍCIES FÉRTEIS (PÉDION)

REGIÃO MONTANHOSA (DIÁCRIA)

REGIÃO COSTEIRA (PARALIA)





Monarquia (séc. IX a.C)
A monarquia era formada da seguinte maneira:
1 – Basileus: Rei em grego.
2 – Areópagos: Tribunal ateniense constituído por 200 membros, eles tinham a função de julgar e seus membros eram selecionados dentro das melhores famílias atenienses.


Oligarquia (Governo de poucos)
O governo ficava dividido entre poucas pessoas que pertenciam às famílias mais importantes da cidade. (Areópagos)


Democracia (séc. VIII – VII a.C)
Neste período havia uma guerra civil, onde a população menos favorecida estava se rebelando contra as autoridades e para que houvesse um apaziguar, Drácon (Serpente) (621 a.C) foi constituído como um legislador, sua função foi transcrever as leis para que assim o povo tivesse acesso a elas.
Mesmo tornando as leis conhecidas e aplicáveis, o povo ainda continuava revoltado, pois o poder econômico e político continuava nas mãos dos aristocratas. Depois desta tentativa a alta aristocracia nomeia Sólon (594 a.C) estabelece a anistia (seisachtheia), acabou com o sistema de escravidão por endividamento, ampliou o poder à assembleia popular dos cidadãos e vinculou os direitos políticos às fortunas e não aos privilégios de sangue ou ligações familiares, trouxe um padrão monetário, criando assim 3 tipos de moedas.
DENÁRIO – OURO
SESTÊNCIA - PRATA
DRACMA – BRONZE


Mesmo com toda a mudança estabelecida por Sólon, o povo ainda estava efusivo, e mediante a situação Clisteres (521 a.C), também conhecido como o “PAI DA DEMOCRACIA”, estabelece um mecanismo que seria futuramente seguido por muitas nações. (A DEMOCACIA / GOVERNO DO POVO).

1 – Arcontes: Uma espécie de prefeitos
2 – Helieia: Escritores
3 – Bulé: Espécie de senado da época, responsáveis pela transcrição dos projetos leis.
4 – Eclésia: Assembleia, onde havia as discussões e votações dos projetos de lei.




POPULAÇÃO (MÉDIA) 400 MIL

O mecanismo da democracia é estabelecida, porém somente tinha direito legal a participar aqueles que tivessem as seguintes características:
1 – Homens (ateniense) com mais de 18 anos
2 – Filhos (atenienses) de pai e mãe ateniense


Esses eram chamados CIDADÃOS ATENIENSES.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Resumão Mesopotâmia



A palavra Mesopotâmia tem origem grega e significa "terra entre rios". Essa região localiza-se entre os rios Tigre e Eufrates no Oriente Médio, onde atualmente é o Iraque. Esta civilização é considerada uma das mais antigas da história.



RELIGIÃO:

Politeísta (adoravam à vários deuses);
Deuses antropomórficos (mistura de animais com seres humanos). Não acreditavam na vida após morte e não se preocupavam com os mortos, mas acreditavam em demônios, gênios, espíritos bons, magias e adivinhações. A importância que atribuíam aos astros levou-os a criar o zodíaco e os primeiros horóscopos.

ECONOMIA:

Agricultura;
Criação de gado, o artesanato;
Mineração;
Comércio à base de trocas que se estendia à Ásia menor, ao Egito e à Índia

DIVISÃO EM CIDADES-ESTADO.

SOCIEDADE: dividida em “castas”.


POVOS QUE HABITARAM A MESOPOTÂMIA:


1) SUMÉRIOS: os primeiros a habitar o sul da Mesopotâmia e construir as primeiras cidades de que a humanidade tem conhecimento, como Ur, Uruk

Contribuições:
Escrita cuneiforme;
Veículos sobre rodas;
Irrigação;
Metalurgia do bronze.

2) ACÁDIOS: Em 2300 a.C., os acádios dominaram os sumérios graças ao uso do arco e flecha, mas trezentos anos depois foram dominados pelos amoritas (antigos babilônicos).


3) AMORITAS (ou BABILÔNIOS): edificaram o Primeiro Império Babilônico.

Principal rei: Hamurabi.

Contribuições:
Primeiros códigos de leis escritos da História - o Código de Hamurabi;
Astronomia.


4) ASSÍRIOS: passaram a se organizar como sociedade altamente militar e expansionista. Bastante violentos.


Principal rei: Assurbanipal.

Contribuições:
Armas de ferro;
Carros de combate;
Aríetes.


5) CALDEUS (ou NEOBABILÔNIOS): os caldeus foram os principais responsáveis pela derrota dos assírios e pela organização do novo império babilônico.

Principal rei: Nabucodonosor.

Contribuições:
Matemática.

INVENÇÕES E CONTRIBUIÇÃO DA MESOPOTÂMIA PARA A HUMANIDADE:

Escrita (escrita cuneiforme);
Astrologia (criação do zodíaco - horóscopo);
Arquitetura (templos: Zigurate);
Primeira lei escrita (Código de Hamurabi);
Matemática;
Mito da Criação e Epopéia de Gilgamesh (contribuição literária);
Metalurgia do bronze e do ferro;
Irrigação;
Arado;
Carro sobre rodas;
O ano de 12 meses e a semana de 7 dias;
A divisão do dia em 24 horas.


Um zigurate é uma forma de templo, criada pelos sumérios e comum para os babilônios e assírios, pertinente à época do antigo vale da Mesopotâmia e construído na forma de pirâmides terraplanadas.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

5 "heranças" da Grécia Antiga para a nossa atualidade



A civilização que floresceu na Grécia Antiga teve implicações enormes sobre o desenvolvimento da humanidade. Em todos os setores da vida, seja nas leis ou na política, esporte ou terminologia, as inovações daquele período são importantes até hoje. Na verdade, é justo dizer que a civilização ocidental que conhecemos só existe por causa dos avanços feitos pelos nossos ancestrais gregos.


Jogos Olímpicos


O maior festival de esportes do mundo data da Grécia Antiga, do festival em Olímpia, em honra ao deus Zeus. Atletas de todo o mundo grego eram escolhidos para competir por honrarias. Os eventos dos Jogos Olímpicos originais incluíam arremesso de disco e lança, os quais são praticados até hoje.

Democracia



A palavra democracia tem sua origem na Grécia Antiga (demo=povo e kracia=governo). Este sistema de governo foi desenvolvido em Atenas (uma das principais cidades da Grécia Antiga). Embora tenha sido o berço da democracia, nem todos podiam participar nesta cidade. Mulheres, estrangeiros, escravos e crianças não participavam das decisões políticas da cidade. Portanto, esta forma antiga de democracia era bem limitada. Atualmente a democracia é exercida, na maioria dos países, de forma mais participativa. É uma forma de governo do povo e para o povo.

Filosofia


São vários filósofos que passaram pela Grécia mas a 3 de grande expressão para o hoje:
Sócrates foi o primeiro filósofo. Ele se importava com a natureza da beleza, com a sabedoria e com o que era certo. Seu método era fazer perguntas, tentar expor a fraqueza das noções preconcebidas pelos atenienses. Sócrates foi o mestre de Platão, o segundo grande filósofo ateniense.

Platão examinou a natureza da filosofia e a estabeleceu como uma ferramenta para analisar a ética da época. Ele concebeu algumas ideias abstratas (por exemplo, beleza, justiça, igualdade) que vão além do mundo físico. Ele ensinou ainda que para ser boas, as pessoas devem estudar e entender a natureza própria da bondade.


Aristóteles estudou na Academia de Platão, e foi tutor do então futuro imperador Alexandre, o Grande. Ele foi o responsável pelo primeiro jardim botânico e o primeiro zoológico do mundo. Aristóteles realizou questionamentos filosóficos sobre a natureza humana, concluindo que o maior bem na vida é a felicidade, à que todos deveríamos aspirar.

Teatro



O teatro constituía enorme parte da cultura grega. Havia teatros em toda cidade e competições premiavam os melhores escritores e atores. A palavra teatro vem do grego "Theatron", que descreve a parte da arena em que ficam os assentos ao ar livre, onde as pessoas assistiam às peças. As peças de comédia, tragédia e peças satíricas foram todas inventadas pelos gregos.

Julgamento com júri


Os atenienses antigos inventaram o julgamento com júri. Os jurados tinham que ser cidadãos de pelo menos 30 anos de idade. Um júri podia ter até 500 pessoas para garantir que fosse impossível subornar a maioria. Ao ouvir os dois lados de um caso, o júri decidia se o réu era culpado ou inocente.